A ausência

Depois de tanto tempo de descaso, qual o tema necessário? A ausência, claro. Não estive aqui. Renunciei meu direito de escrever besteiras. Deixei de lado o espaço da partilha e fiquei comigo mesmo, ensimesmado. Cara fechada, sem expressões. Falta da dramaturgia no rosto pálido das palavras não ditas, não escritas, silenciadas no âmago do desistir momentaneo. Que brega isso. Mas continuemos. Não estar em lugar nenhum, deseparecer de um espaço, desconhecê-lo. Sim. Esquecer como se faz, como se fez e o como se queria fazer( o blogue). Desprezar todos os textos. Rastejar sem eles. Viver a dialética rarefeita do mundo que se faz da espera. A espera é o ser da ausência. Nem a Lispector diria algo assim. Eu digo. E espero que nem tudo tenha sido falta. Pois não ter conteúdo é falta de consistência nas tripas do espírito. E faltar com a sabedoria é violação da força de vontade. Eximir-se dos erros evitando as tentativas, eis o que de fato é extiguir-se da própria vida.

E volto assim de supetão com essa filosofia de três tostões e um garrincha. Pois Deus é quem fazia dar dribles certos por pernas tortas. Eu, sem pretensão à divindade, entorto filosofias para querer viver com alguma razão(certa ou não). Tratemos de valtar então. Lentamente voltemos. Com toda razão.

Jampa.

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