Pernambuco não para de surpreender. Veja o que encontramos no site http://www.pebodycount.com.br/, uma iniciativa que nos mantem em alerta para o volume de assassinatos no estado:
“Procurei ver onde Pernambuco se encaixava nessa tabela e, vejam só: considerando a média de assassinatos por armas de fogo entre 2002 e 2004 (3.639), superamos as baixas de 15 conflitos armados em outros países do mundo, entre eles, a Guerra das Malvinas e a disputa por território entre israelenses e palestinos.”
Essa tabelinha do lado, indica isso: numeros de nossa miséria humanda. O que me faz lembrar uma antiga aula de estatistica que tive onde o professor perguntava: o que dizer daquilo que os dados nos dizem? Tarefa prosaica do sociólogo ficar lendo tabelas e “traduzindo” para uma linguagem mundana as taxas, as proporções e percentagens. Muita gente acha fria, desumana uma sociologia que se apoia em números. Para essas pessoas, ela oculta as histórias de sofrimento por trás da roupagem neutra dos simbolos matemáticos. Hoje tenho uma visão mais pragmática da sociologia e acho que numeros, conceitos, e outras ferramentas devem ser usadas conjutamente quando isso traz esclarecimento sobre o mundo. Mas não deixa de ser irônico perceber que certas questões “humanistas” só conseguem vir a tona com a medição e comparação desses “numeros de sofrimento e da dor”.
Jampa

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